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Candidato linha-dura, Bolsonaro é eleito 38º presidente com margem folgada de votos

Eleito pelo nanico PSL, o paulista Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, tornou-se neste domingo o 38º presidente da República. Com 99% das urnas apuradas, Bolsonaro tinha 55% dos votos contra 45% de Fernando Haddad (PT).
Bolsonaro fez uma campanha com a agressividade de extrema-direita que sempre o caracterizou em 30 anos de atuação política. Prometeu varrer, faxinar, exilar e aniquilar adversários. Deu apoio à diminuição da regulação do uso de armas, ao estímulo do confronto policial com morte e à militarização de setores tão amplos como a administração pública e a educação. Recusou-se a participar de debates, contornou as questões mais simples com banalidades (“vou tirar o Estado do cangote de quem produz”) e escondeu-se daquelas mais complexas com franqueza debochada (“vou perguntar para o Paulo Guedes, o meu Posto Ipiranga”). O candidato falou em reduzir o número de parlamentares em 20%, como se isso fosse possível por canetadas. Um de seus filhos, ao menos duas vezes, atacou a soberania e a integridade do Supremo Tribunal Federal, o guardião da Constituição.
Sem tempo na televisão e com R$ 1,5 milhão gastos na campanha, Bolsonaro usou as redes sociais e os aplicativos de mensagem como ferramentas para conquistar votos. Deu certo, fazendo do pleito de 2018 o primeiro a ter o domínio das redes sociais.
Com 30 anos de atuação político-parlamentar e passagem por sete partidos, Bolsonaro cultivou a polêmica para destacar-se. Entrou na política depois de ser acusado de liderar um plano para colocar bombas em quartéis como forma de pressionar a União por aumentos salariais para a tropa. Usou a fama repentina para tornar-se a voz dos militares, primeiro como vereador e depois como deputado federal.
Em 1993, mesmo no Parlamento defendia a ditadura e o fechamento temporário do Congresso Nacional. Alegava o deputado que a existência de muitas leis atrapalhava o exercício do poder e que, “num regime de exceção, o chefe, que não precisa ser um militar, pega uma caneta e risca a lei que está atrapalhando”. No ano seguinte, disse preferir “sobreviver no regime militar a morrer na democracia”. Afirmou que “a situação do país seria melhor se a ditadura tivesse matado mais gente”, incluindo na lista o então presidente Fernando Henrique Cardoso.
No início de 2000, Bolsonaro defendeu a pena de morte para qualquer crime premeditado e a tortura em casos de tráfico de drogas, afirmando que “um traficante que age nas ruas contra nossos filhos tem de ser colocado no pau de arara imediatamente. Não tem direitos humanos nesse caso”. Para sequestradores, indicava: “O cara tem de ser arrebentado para abrir o bico”. Atacou homossexuais, dizendo não admitir “abrir a porta do meu apartamento e topar com um casal gay se despedindo com beijo na boca, e meu filho assistindo a isso”. Reclamou dos que têm pouco dinheiro: “Pobre não sabe fazer nada”.
Deputado federal em sétimo mandato, fez discursos no plenário em que qualificava adversários como “canalha”, “patife”, “imoral”, “terrorista” e “delator”. Cunhou cartazes debochados quando da discussão legislativa sobre desarmamento — “Entregue suas armas: os vagabundos agradecem” — e desaparecidos políticos — “Araguaia: quem procura osso é cachorro”.
Ria com prazer ao ver seu nome associado à violação dos direitos humanos. Abertamente já defendeu a pena de morte, a prisão perpétua, o regime de trabalhos forçados para condenados, a redução da maioridade para 16 anos e um rígido controle da natalidade como maneira eficaz de combate à miséria e à violência.
Debochou das acusações de nepotismo quando empregou parentes em seu gabinete e procura transferir prestígio para os filhos na política — Flávio, de 37 anos, é deputado estadual fluminense e candidato ao Senado; Eduardo, de 34, é deputado federal por São Paulo; Carlos, de 32, é vereador no Rio de Janeiro. Bolsonaro se refere aos filhos como 01, 02 e 03, na ordem crescente de idade.
Jair Bolsonaro usou na campanha a estratégia de comunicação que adotou na carreira política: a da exacerbação do discurso e do apelo emocional. Não discute pontos, apenas posições. Troca argumentos pela polêmica. Foi assim que ganhou notoriedade, espaço na mídia e o apelido de Mito entre seus seguidores.
Ao polemizar sobre questões como democracia, porte de armas, maioridade penal, direitos de mulheres, negros e da população LGBTI, não apenas esvazia o debate sobre esses temas, como desvia a atenção dos oponentes, escondendo a defesa e mesmo o voto em medidas que prejudicam economicamente e socialmente boa parte de seu eleitorado.
Desde as 19 horas, quando foram anunciados os primeiros resultados, houve comemoração na frente da casa de Bolsonaro. Um copão de vodka com energético era vendido a 10 reais enquanto apoiadores de Bolsonaro cantavam o hino encarando as câmeras de seus próprios celulares. Um caminhão no estilo ‘trio elétrico’ estacionou de frente para o mar. Cerca de 500 pessoas fechavam o trânsito da avenida Lúcio Costa. Um número maior de ambulantes do que o visto no primeiro turno apareceu no local vendendo de churrasco a camisetas e bandeiras enquanto um homem gritava em um autofalante que “a massa do PT está morta” e Lula, vai se f…”.
Os integrantes do 'QG' de Bolsonaro acompanharam a apuração dos votos na casa 36, do vereador Carlos Bolsonaro, filho do meio do presidenciável, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Entre os convidados estavam Paulo Guedes, o guru econômico de Bolsonaro, e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já anunciado como ministro-chefe do Gabinete CIvil. Outros presentes eram o ator Alexandre Frota, recém-eleito deputado federal, o deputado federal Luciano Bivar, fundador do PSL, o presidente interino do PSL, Gustavo Bebianno, o general Augusto Heleno, o deputado federal eleito e vice-presidente do PSL, Julian Lemos, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flavio Bolsonaro no Senado.
Candidato linha-dura, Bolsonaro é eleito 38º presidente com margem folgada de votos Reviewed by J Silva on 22:40 Rating: 5

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