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Policial que atirou em Saulo Dugado em padaria agiu em legítima defesa; entenda

O que um policial, que não estava em serviço, deveria fazer ao ver um homem exaltado em uma padaria, destratando funcionários? Provavelmente, boa parte dos leitores concordariam que seria necessário intervir com argumentação pacífica. Como os ânimos se exaltaram, partindo para a agressão física, o policial poderia ou não utilizar a arma da corporação para imobilizar o homem? É aí que muitos discordam. O caso não é meramente simbólico, mas real, e aconteceu na manhã desta quinta 17/05 na padaria Ideal, situada na zona Leste de Teresina.



O que seria um café-da-manhã absolutamente normal (e sabemos que é um hábito dos teresinenses tomar um café-da-manhã mais reforçado nas padarias da cidade, particularmente na zona Leste, mais diversificada em espaços do tipo), se tornou uma grande confusão, com troca de socos e um ferido por arma de fogo. 

LEGÍTIMA DEFESA OU ABUSO?

Advogados e representantes da polícia, que preferiram não se identificar, foram consultados e a constatação é de que o policial de fato agiu em legítima defesa. O PM atirou na perna e no pé de Saulo do Gado, ou seja, ficando claro que ele não tinha intenção alguma de matar o sujeito (mesmo tendo oportunidade para atirar em regiões vitais do corpo). É legítima defesa porque o policial foi provocado, Saulo sabia que ele estava armado e ainda pediu para o PM atirar.

O cantor pegou a cadeira e foi para cima do policial, como mostra vídeo que tem circulado nas redes sociais. O PM repeliu aquela agressão injusta e usou moderadamente dos meios que estavam à disposição no momento. Eles se lesionaram mutuamente e o artista pegou de novo a cadeira para agredir o policial. Só aí os tiros foram disparados. Nota-se, assim, que houve necessidade de ação do policial, independente da igualdade do instrumento para ação que o indivíduo tenha no momento para proteger a própria vida. O PM, inclusive, deu conhecimento ao agressor de que portava arma de fogo. Havia, desta forma, um risco efetivo de que essa arma caísse nas mãos de Saulo – que demonstrava estar bastante alterado psicologicamente no momento.

Vale ressaltar que o policial que efetuou disparos, embora militar estadual, não estava em serviço e o fato de estar portando a arma da corporação não torna o crime militar. É atribuição da Polícia Civil, portanto, atuar no caso. Cabe agora à Justiça apurar se a legítima defesa configura-se ou não no caso, punindo os culpados que colocaram em risco vidas inocentes em um estabelecimento comercial.

E cabe a nós, como sociedade, acreditar – mesmo com todos os caminhos indo em contrário – na eficiência do diálogo e de uma comunicação não violenta para resolvermos os conflitos. Que não nos sintamos tão ofendidos assim se um palito de dente não estiver numa mesa ou se alguém nos chamou a atenção por uma conduta mal-educada.

portal oito meia
Policial que atirou em Saulo Dugado em padaria agiu em legítima defesa; entenda Reviewed by J Silva on 18:00 Rating: 5

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