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Mãe de trigêmeos conta rotina de visita aos filhos internados numa UTI do Piauí

Em homenagem às mães, o G1 traz uma série de histórias que mostram o amor incondicional das mamães pelos seus filhos. Na dor ou na alegria, mulheres se apresentam fortes e dispostas a desempenhar da melhor forma esse papel. Nesta sexta-feira (12), você vai conhecer a história da cabelereira Erika Delanny Lopes, 33 anos, que deu à luz a trigêmeos. Ela conta como foi a rotina acompanhando os filhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).



“Infelizmente por conta da prematuridade não senti a emoção de ter meus filhos no colo logo que eles nasceram, conheci eles no dia seguinte em uma UTI Neo, ainda fragilizada vi meus filhos pela primeira vez em meio a tantos aparelhos, tudo aquilo era estranho pra mim”, resume.

Erika Delanny engravidou de trigêmeos de forma natural. Depois de cinco anos casada, ela conta que levou um susto quando foi informada pelo médico de que estava gerando três bebês.

“A emoção foi muito grande quando durante uma ultrassonografia o médico me disse que estava grávida de trigêmeos. Lembro quando ele disse que estava escutando o batimento de três corações, de imediato, respondi que o terceiro batimento era o meu, mas ele respondeu que com meu batimento eram quatro corações”, recorda.

A gravidez seguiu seu curso normal até que, com três meses de gestação, a cabelereira precisou fazer repouso absoluto por recomendação médica. Erika Delanny lembra que a bolsa rompeu com com 33 semanas de gravidez e foi submetida às pressas a uma cesariana.

“O médico não me deu certeza de que eles nasceriam vivos. Faria o possível, mas não tinha certeza. Graças a Deus, meus três príncipes, Joaquim, João Pedro e João Arthur vieram com vida. Deus naquele momento me dava uma linda missão, de ser mãe em dose tripla”, lembra bastante emocionada.

A rotina e apoio da família

Após o nascimento dos trigêmeos, a rotina de Erika Delanny é em função de Joaquim, João Pedro e João Arthur, principalmente porque ela teve alta e seus filhos continuaram internados.

“Meus filhos precisavam de cuidados especiais, amadurecimento de pulmões, oxigênio para continuar vivos. Meu coração doía tanto em sair dali e não poder levar meus filhos, o que ainda me confortava era saber que naquele momento ali era o melhor lugar pra eles”, ressaltou.

Ela lembra que os dias foram passando e a rotina de dar de mamar, colocar para dormir, lavar as roupas e dar banho foram trocadas pelas visitas à UTI. Esse papel de mãe somente foi realizado, 16 dias após o nascimento do trigêmeos, com a alta do Joaquim.

“Pedia sempre muito a Deus que me desse muita saúde, sabedoria e paciência pra cuidar de cada um deles é assim eu fiz, me dediquei o máximo que eu pude começando pelo Joaquim em um quarto dá maternidade e dando assistência aos dois que ainda estavam na UTI. Com 22 dias, eu tive mais uma alegria porque João Arthur teve alta. E assim levei pra junto de Joaquim e continuando dando assistência ao Pedro, que ficou internado”.

A família de Erika lhe ajudava nesta jornada de cuidar de dois bebês e nas visitas ao Pedro. Quando ela ia para maternidade, Joaquim e Arthur ficavam sob os cuidados dos avôs, marido e uma secretária. O sonho de ter os três filhos em casa aumentava a cada dia, mas o pequeno Pedro pegou uma infecção demorando ainda mais sua saída dá UTI.

“Todo dia era um quadro novo, uma surpresa nova, mais graças a Deus meu Pedro venceu e com 1 mês e 15 dias finalmente teve alta, quanta alegria!!! Saímos todos com certificado de vitória glória a Deus! Então fomos todos pra casa cheios de grandes recomendações médicas”.

O convívio familiar durou alguns meses, até que em abril passado, o pequeno Pedro precisou ser internado novamente por conta de uma bronquiolite e toda angústia de ver um filho numa UTI retornou.

Apesar deste novo drama, Erika segue confiante e esperançosa. “Com meus filhos,eu descobri o verdadeiro amor incondicional, é por eles que todo dia amanheço com mais vontade de viver, firme e forte pra qualquer obstáculo da vida. Deus nunca disse que seria fácil, provações precisam existir pra te fortalecer, pra te encorajar, pra nunca desistir!! O que me faz crer ainda mais é que tudo passa, tudo passa. Pra mim meu maior presente do Dia das Mães é estar com meus três filhos juntos e com saúde”, finalizou.

Por G1
Mãe de trigêmeos conta rotina de visita aos filhos internados numa UTI do Piauí Reviewed by J Silva on 11:42 Rating: 5

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