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Caso Fernanda Lages: Eliardo Cabral diz que Jivago é inocente

"Mas de todos os elementos que eu colhi, exclui o Jivago e excluí acidente ou suicídio"



"Ele não queria o crime dessa moça"

"Jivago eu sei que nem de mim gosta, por causa da circunstância toda, e não é o caso. Não preciso da amizade dele"

"Eu nunca acusei; eu nunca acusei"

"Nunca tratamos sobre mandante neste caso"

"Jivago é um inocente neste caso aí"
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A partir desta segunda-feira (10/04) o 180graus trará uma série de matérias com detalhes do livro "O Boato - Verdade e Reparação no Caso Fernanda Lages", do escritor piauiense Eneas Barros. De início, uma das entrevistas mais relevantes trazidas pela publicação, feita com o promotor Eliardo Cabral, que acompanhou de perto a fase inicial das investigações sobre a morte da Estudante de Direito, cujo corpo foi encontrado na manhã do dia 25 de agosto de 2011 nos fundos da obra do Ministério Público Federal, na Avenida João XXIII. Nela, o membro do MP-PI, hoje aposentado, diz que o empresário Jivago Castro - apontado por setores da imprensa como principal suspeito no que seria um crime contra a jovem - é inocente.
Eliardo Cabral chegou a dizer que suspeito colocou botox e calçava 42, mas nunca deu o nomeEliardo Cabral chegou a dizer que suspeito colocou botox e calçava 42, mas nunca deu o nome
"Eu não tô fazendo defesa de Jivago por nada nesse mundo. Jivago eu sei que nem de mim gosta, por causa da circunstância toda, e não é o caso. Não preciso da amizade dele. Ele nunca entrou na minha casa, nem eu na dele. Mas é questão de justiça. Jivago não tem implicância neste crime. É bom que fique claro esse negócio. Eu já disse, sim, informalmente em algum lugar: 'Jivago é um inocente neste caso aí [sic]", disse o promotor na entrevista concedida em sua residência em 3 de novembro do ano passado, às 16h.
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Eliardo é enfático ao dizer que nunca acusou ou apontou o dedo para Jivago. Sobre as especulações em torno do nome do engenheiro, lembra que as investigações apontaram que a jovem naquela madrugada, horas antes de ser encontrada morta, esteve sentada em um canteiro em frente ao prédio na companhia da amiga Nayra, e de um homem que escondia o rosto. "Esse moço é sempre minha indagação, sobre a identidade dele. Eu quero saber desse moço (...) mas aquele moço não era o Jivago. Fora de dúvida, não era o Jivago [sic]", explica.

Diz ainda que "é duro ser inocente e acusado por alguma coisa que evidentemente ele não fez" e que se estivesse no lugar do engenheiro "gostaria que alguém também chegasse a essa conclusão: inocente".

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'Falar de dor dá Ibope'
Logo no início da entrevista a Eneas Barros, o promotor é provocado a comentar sobre a repercussão do caso na mídia, à época. Ele lembra que, de suas observações, conclui que "tragédia alheia dá Ibope. Falar de dor dá Ibope". Mais à frente nas declarações recorda que saia de um estúdio de TV direto para o outro, concedendo uma quantidade "aparentemente exagerada" de entrevistas."Se recusasse aos convites, ficaria em maus lençóis porque eles diziam que a gente tava com aquele negócio doce e que não sei o quê, no mínimo".

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'Não há o que se falar em mandante'
Sobre suas suspeitas ao que insiste em denominar como crime, Eliardo Cabral diz que nunca tratou sobre mandante no caso. "Não se tratava de crime de pistolagem, crime de encomenda; não há o que se falar em mandante disso aí. Se alguém ventilou sobre mandante, é uma questão que a gente não pode entrar, nem eu nem Ubiraci Rocha". Questionado pelo escritor, o promotor diz não acreditar que possa ter se enganado nas avaliações sobre o caso.

Eliardo diz que nunca vai aceitar que o caso se dê por encerrado sem que a verdade venha à tona. "Fico ainda com a esperança de que um dia esse negócio vai vir à tona e vai ser esclarecido", afirma. Ao avaliar sua atuação como promotor no caso, ao lado de Ubiraci Rocha, aponta ter enfrentado o que chama de "estrutura de poder". "E houve equívocos, não somente da nossa parte, mas houve também por parte de quem estava investigando e deliberações no sentido de não se chegar a resultado algum positivo", completa.

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Na próxima reportagem, ainda sobre a entrevista de Eliardo Cabral ao livro 'O Boato', você vai conferir:

"(...) a primeira coisa que chamou muitíssimo a atenção naquele local do crime foram as marcas nas paredes da escadaria"

"Quem eram estes jovens? Isso eu não tenho como avaliar"

"Falei: 'então vou tratar com ironia esse troço aqui'"

"Nós tínhamos convicções. Por convicção não pode, só com prova"
Caso Fernanda Lages: Eliardo Cabral diz que Jivago é inocente Reviewed by J Silva on 12:20 Rating: 5

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