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Criança tem crises de convulsão e quadro de saúde piora e não consegue vaga em Hospital Infantil

Por Rômulo Rocha - De Brasília
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- Criança tem crises de convulsão e quadro de saúde piora a cada dia. "Ele não abre mais os olhos. Até tenta, mas não consegue", diz mãe.

- “Eu já implorei”, diz mãe, desesperada, ao contar que ela e seu esposo pediram uma vaga no Hospital Infantil

- Que Estado é esse que põe pais na condição de pedintes frente ao quadro delicado de saúde do filho, assistindo à situação de forma impassível?
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Há países no mundo onde a população paga mais impostos do que no Brasil, mas consegue ver o retorno desses impostos, através dos serviços oferecidos pelo Estado. No Brasil, não. Aqui o que se vê são desvios de recursos para as estradas - o que provoca a morte de inúmeros cidadãos - desvios da Segurança, Educação, Saúde. Com isso alguém tem que pagar a conta. E sempre é o povo.

Os desvios da Saúde e a falta da oferta necessária de leitos (entre muitas outras coisas, como a má administração, falta de priorização) - embora haja a tão batida informação de que seguem a quantidade de leitos que prevê a Organização Mundial de Saúde - sempre fazem famílias passarem por encruzilhadas nesse país. São cobradas a pagar impostos, mas não vêem o retorno deles.
No tocante à Saúde, a nocividade sobre os recursos públicos faz com que o Estado desrespeite a própria Constituição Federal, que dita: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução dos riscos de doença e de outros agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.
_Kallebe Ribeiro Mendes: com crises de convulsão, sua vida depende da boa vontade do Estado. Seus pais estão em desespero
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AO CASO DE KALLEBE
Então alguém está rasgando a Constituição Federal no caso envolvendo o jovem de apenas nove meses chamado Kallebe Ribeiro Mendes, que está no Hospital do Satélite, sem estrutura para atender o seu quadro clínico, considerado “delicado”.

A mãe contou ao 180 que já “implorou” por uma vaga para seu filho no Hospital Infantil Lucídio Portella. A resposta? “Não podemos fazer nada”. Aqui se tem o Estado falando.
Kallebe Mendes é filho da dona de casa Flávia Ribeiro e do taxista Wando Mendes, que “não está conseguindo trabalhar”, porque também não consegue sair do lado da criança. É o seu filho.
O jovem está há oito dias nessa situação, que só piora. "Ele não abre mais os olhos. Até tenta, mas não consegue", relata a mãe.
Tudo começou quando os pais notaram que a criança, em meio a crises, passou a revirar os olhos. “Ficava tudo branco, perdia aquela bolinha”, diz Mendes.
O levaram para o HUT com a urgência desses casos. “Só que no HUT não tem neuropediatra”, contou. Lá, no entanto, em meio aos exames, se detectou uma possível lesão no cérebro.
O pai da criança repassou que a médica responsável por esse atendimento pediu que ele fosse procurar o “doutor Geraldo” na DMI. Para lá se dirigiu e levou o laudo da tomografia.
“As crises focais foram só aumentado”, falou. O médico, por sua vez, pediu mais dois exames: uma ressonância magnética e um eletroencefalograma. Os exames foram feitos. Mas o médico “não conseguiu dar um diagnóstico”.
Disse que precisava de mais tempo e mais exames para dar um "diagnóstico preciso". A família tem poucos recursos.
_Diretor do Hospital Infantil, Vinícius Pontes do Nascimento. Vai só assistir?
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“Aí meu filho piorou, começou a vomitar, ficar com diarreia. A gente trouxe ele aqui para o Hospital do Satélite, onde ele ficou internado até hoje. Daí o quadro foi só se agravando. Aqui ele teve convulsões. Antes eram só focais. Agora teve convulsões mesmo. E aí foram controladas com uma outra medicação. Ele dormiu e não mais acordou. Está com quatro dias hoje que ele está dormindo. E nós estamos com ele aqui no hospital desde segunda-feira (20), mas o hospital não tem como cuidar do meu filho, da parte neurológica. Não tem neuropediatra aqui, não tem gastro infantil”, relatou.
QUESTIONAMENTO
O Estado vai assistir à degeneração dessa criança? Então alguém tem que ser responsabilizado por isso.

O diretor do Hospital Infantil é Vinícius Pontes do Nascimento.
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Contato do jornalista: jornalistaromulorocha@uol.com.br
Contatos do pai e da mãe: (86) 99458-2120 /// (86) 99572-7626
Criança tem crises de convulsão e quadro de saúde piora e não consegue vaga em Hospital Infantil Reviewed by J Silva on 17:26 Rating: 5

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